terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sufoco.

(DALI)

Estou doente, não sei se é do físico ou do psicológico mas estou doente.
Meu corpo ta dormente.Estou sem ânimo, essa doença me prende da garganta até a boca do estômago,mal consigo respirar, é como se uma via de respiração lutasse contra uma enorme corrente de ar só para me manter a vida.Estou doente.
Abro os olhos, fecho os olhos, pisco sem parar.
Sinto um frio, o sol ta queimando lá fora, o dia ta bonito não dá para me enganar.
Ficar triste em dias chuvosos é mole, quero ver sofrer em dias ensolarados.
Eu to doente.
Meu lado esquerdo está dormente,quente,meu lado direito está apenas encaixado.Já não tenho mais esperança.
Minha garganta seca.Não sinto fome.
Mal me mexo, não tenho força, meu telefone toca quero fingir normalidade, mas tenho que ser falso, ai aviso, não obrigado pelo convite amigo, estou doente.Não se preocupe, quando melhorar eu vou sim.Agradeço a tecnologia do sem fio,nem me mexo e volto a pensar.Desculpa não quero conversar, eu to doente sem esperança.Sou invisível sem sorte.
Estou morrendo de amores.
Estou muito doente.
Antes na minha juventude eu levantava, fazia planos, rodava pela casa, escutava música e lembrava, e saia procurando pela rua , ligava, ia e vinha.
Mas dessa vez a doença me pegou, eu não canto, não escrevo,não toco violão, não pinto, nem leio.
Eu só morro.
Estou fadado a sofrer, estou fomentando em dor, está intrínseco em mim.Não sou daqui.
Penso em parar tudo que comecei, e o que eu não parei é claro.Antes da doença me pegar estava costurando uma blusa,pra ela .
Estou deitado, estou inerte, estou latente.
Depois de sofrer tudo isso percebo que não se passou nem vinte minutos,não to afim de levantar nem para tomar um café, meu cigarro eu deixei pra lá.Não lembro nem se fechei o carro.Vou largar o trabalho.Penso em me mudar.Mas é só o fisico ,o mental vai estar colado em mim.O tempo demora passar.A dor não cura com o tempo só muda o holofote, muda a atenção.
Maldito sentidos humanos.
Nesse estágio da minha doença eu não sonho mais acordado, eu não faço planos, pego no balão de oxigênio imaginário.Inalo.
A dor não é concentrada, ela é ampla, espalhada, uma áurea que encobre tudo em mim e me abraça aconchegantemente.
Estou morrendo de amores.
Estou sim.
Preciso de uma decisão, preciso chamar seu nome.
Preciso de um pedaço de mar.
Preciso sim.
Durmo, assim.

2 comentários:

Adrian Troccoli disse...

Inspirada, expirou, suspirando...

(...)

Mayara Bandeira disse...

acho que pe uma epidemia.
é uma epidemia... será que também tem vacina pra essa doença?
alguma coisa que anestesie tudo, de uma vez só.
existe... e ela se aplica na veia...
algum remédio anti-monotonia.

ahahah, ok chega. viajei!