segunda-feira, 29 de setembro de 2008

The last but not least.




Temporarily, don´t matter.
Cause, the love is only that comes back for the fight.
And I?
I have got nothing, To offer you.

sábado, 27 de setembro de 2008

Cristal.


Exponho me muito ao escrever.
Exponho me mesmo não sendo o que pareço ser.
Exponho me a ser o que você interpretar.
È um risco muito grande escrever.
Muito grande, pois não sou o que eu escrevo, não acredito, não sigo, não tenciono nada, eu só escrevo.
Como um peixe que morre pela boca, eu poeta morre pelas palavras.
Sou julgada, só de ser lida.Coisificada.Cristalizada.
Exponho me. Dou minha cara à tapa.
Mas gosto mesmo é do ostracismo.Me fechar em uma ostra, quente e confortável. Tudo que você lê você tenta trazer para seu mundo particular.Como se eu escrevesse pra você, como se minha literatura fosse particular.Mas não é.Eu faço isso constantemente.
Eu escrevo para desafogar meus pensamentos, eu invento...E tudo segue uma linha não coerente em qualquer compreensão mas o suficiente para acalmar me.
Eu escrevo eu invento, eu não suporto rótulos, eu quero a paz do lirismos que liberte.
Eu penso todo dia acabar com esse blog.
Todo dia.
Mas não me calam as palavras.Elas não me fogem mais. É só sentar de frente pro Word que elas chovem à litros.Sem coerência sem intenção, palavras a penas.
Mas eu muito me exponho e não quero mais essa vida.
Covarde demais para matar me, covarde demais para assumir responsabilidades.
Aí, na certeza que já foram os piores dias da minha vida, eu aguardo.
Ela um dia virá....ah coragem.Que rude contraste.
Estou saindo de férias.Por tempo indeterminado.
Vou para uma estação de trem vê se resgato mais alguém...

Voice.


Estou completa.
[estou vazia]
Quero você
[e sua vizinha]
Estou apaixonada
[não quero ficar sozinha]
Amo você
[ é tudo mentira]
Vou beber para esquecer
[ é uma alternativa]
Vou fumar pra morrer
[é mais rápido que Ritalina]
Me ajuda viver
[só não casa com a Nina]

Bilhetinho.


''Ah meu bem, não houve mais promessas, não tocamos nos cacos de vidros, secamos nossas lágrimas, compartilhamos da dor, mesmo que inconsciente.

Ah meu bem, abracei lher apertado.Fiz carinho, falei baixinho.

Implorei em silencio a recipricidade, recebi em seus braços.Amei cada segundo com muita intensidade, por mais que esse amor não exista.Fui embora sem me despedir.Voltei sem avisar.Você estava inerte não pode nem chorar.Você sentiu como eu, agora calei suas palavras.Não eu de agora, eu de antes.Não eu, mas alguém como eu.Alguém que por um tempo perdeu o controle , alguém que por um tempo não pensou não calculou.Mas tomou.E aprendeu.Não mais falhar, ninguém te convém, me dá a mão e vem comigo.Eu conheço esse caminho.''

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Misantropia.


Estranho em plena primavera o tempo fechar de tal maneira.Acabou interferindo na minha rotina de ir escrever no parque depois do trabalho, enquanto fumava meu cigarro e tomava meu café expresso pra viagem.Mentira, eu só fui comprar um maço de cigarro na esquina e aproveitar pra ver se tinha chegado a areia do gato,estava um puta vento, e tive que me abaixar todo pra acender meu cigarro.São coisas que o vicio nos faz ....fazer?(...)
Mas de fato eu queria escrever,porém no Brasil ninguém faz isso em um parque, e sim no seu aconchegante apartamento na zona sul.Eu queria escrever, sim eu queria, sobre o que ainda não sei, pois a maldita inspiração dos parques ingleses não me vinha nesse momento.Mas da onde eu tirava a inspiração ou de quem eu a tirava? De ninguém.Escolha minha, eu sou do partido do coração partido.Minha narração em primeira pessoa tem a ver com isso, de certo tempo pra cá, eu decidi por mim todo o meu caminho, todas as escolhas seriam agora de total responsabilidade minha.Por isso me afastei dos corações sensíveis e dependentes.Não queria mais influenciar ninguém nem ser influenciado.A partir desse marco Antonio , seria para Antonio e Antonio em si.Minha narrativa em seus olhos pode parecer parcial, soberbo, mas queridos, convenhamos eu escolho reproduzir fatidicamente minha vida, sem aumenta la se quer em um tom, pois não haveria nada que me fizesse gosta de me vangloriar para as outras pessoas desse trágico mundo.Vangloriar me nesse mundo não é possível, pois eu sou/ faço parte dele, e nele nada brilha , nele nada aflora, ele é sujo, ímpio, e nos da direito a muitas escolhas, destacar esse mundo é destacar o que não merece graça.

Truffaut e Godard andavam meio niilistas, um pouco de tédio também os cercavam, os meus vizinhos cachorros mudaram pra um bairro mais rico que a zona sul, e os deixaram acinzentados.Tenho certeza que eles aceitariam um cigarro se soubesse como utilizar um.Meus felinos mais chegados que os humanos.Isso também foi uma escolha.Um escolha de findar com minhas amizades , ou o que a maioria entende por isso, já que não consegui manter distantes suficiente, nem próximas satisfatoriamente.E sempre sai uma parte a reclamar.No momento, melhor assim.


Mas os insurgentes não descansam, e não satisfeitos com a minha condição tentam freqüentemente muda lá.E digo, por escolha eu bem que gosto.Afinal com toda a minha ma fé,e má fama, lhes pergunto, quem resistiria a uma bela morena, nua na sua cama?
É queridos, não resisti, e ela sobrevive minhas arrogâncias e afastamentos, Bianca, gostosa, inteligente, sexualmente indispensável.Nem o numero do meu celular a pobrezinha tinha.Sorte que não passo mais de um ano viajando, e o porteiro a deixa entrar com certa facilidade, com aqueles seios até Descartes perderia a razão, e não haveria mais duvida nenhuma.Parando de destruir a filosofia, Bianca tentou destruir nosso pacto, mas esconjurei algumas maldiçoes.Mentira, só falei que não ia mais permitir que ela se despisse na minha frente.Mentira, se ela o fizesse eu a comeria novamente, e quantas vezes desse.Isso é verdade, mas ela não poderia saber, por que a danada é oportunista, e ia me prender em suas pernas.

Consegui o cigarro e areia, e chegar em casa molhado pela chuva.Cigarro molhado, areia molhada, e boa trepada. Sim, Bianca tava lá em casa, sim nua na minha cama, sim ...

Minhas filosofias não tinham ido por ralo abaixo, eu me contento com as minhas certezas, que não são absolutas por circunstancias mas me preenchem a alma,apesar dos paradoxos existenciais eu ainda possuo alguma coerência.E vivo de acordo com as minhas escolhas.E vivo bem.Obrigado.Boa noite e boa sorte.... Fumei meu ultimo cigarro, de comemoração pelo gozo.











Parceria Rafaela Nobrega e Ana Flávia Eccard.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Philosophie de vie.

(Bouguereau)
Eu não tenho uma filosofia de vida.
Mesmo sabendo que não ter uma filosofia de vida é ter uma.
A filosofia do não ter.
Mas vamos fingir então que isso não exista.
Vamos então caminhar pensando que eu não tenho uma filosofia de vida.
Algum ponto tem que ser fixo se não,eu não consigo andar, piso em ovos...
Na verdade a gente sabe que constantemente a vida é assim, cada escolha uma renuncia.Escolha o tempo todo.
Mas pessoas como eu, que não possuem filosofia de vida vivem cada dia não sendo o mesmo de ontem.
Por que se eu tivesse uma...eu viveria cultuando a minha filosofia, regando, dando a o que comer e coisa e tal.
A filosofia de vida pode ser entendida como uma hiperbólica megalomaníaca de objetivo de vida.Exemplo se minha filosofia de vida é viver para trabalhar e ser muito bom no que eu faço, é meu objetivo, é viver para que aquilo se realize, e incondicionalmente fazer tudo aquilo que me leve a efetivar minha filosofia/objetivo.
Contudo, eu não tenho uma filosofia de vida.
Não tenho um grande objetivo.
Sabem por que queridos?
Por que eu mudo muito.
Por que a única permanência em mim é a mudança.
''Permanentemente mutável.''
Mas sendo algo permanente como pode ser mutável,? A permanência é a exceção.Tentando assim fazer da minha não filosofia de vida algo hermeticamente concisa, para não haver duvidas poéticas.
Retomando a minha ausência de filosofia de vida devido a minha mutabilidade exponho me as criticas de concluir que sou um nada.
Um nada que muda.
Um nada que se move.
Um nada que sente.Ênfase no sentir, por que só sei que existo quando me pego sentindo por mais que os sentidos sejam falhos,mas eles me dão retorno,a razão é uma mulher ingrata.Ela é agressiva, impiedosa, fria, calculista e forte.É ela que me joga com toda força ao chão.
Amigos seu eu tivesse uma filosofia de vida ela seria libertadora.
Libertadora não no sentindo de deliberada,do oba-oba, não, uma filosofia da escolha mas escolha com responsabilidade por que você não está sozinho no mundo, você tem amiguinhos na sua volta que possuem coração, sentimentos, vida.
Ela não seria propedêutica como a de Aristóteles,não seria hermética como de Kant, nem poética como de Bachelard e nada tão forte e tão duro quanto a de Sartre.
Ela seria uma filosofia sua.
Com seus conceitos, suas formas.É sua vida e a minha também.
É muito mais simples do que se pensa, mas é difícil ser simples.Cansei da filosofia que não é libertação.Cansei da filosofia nominativa...quero vastos campos verdes meus, seus só para nós.”Vamos descobrir tudo de novo”.

domingo, 7 de setembro de 2008

Os desprendidos.


(Alma Tadema)


Os desprendidos


Ricardo é desprendido,Júlio, Roberto, João e Pedro Henrique também são.

Os desprendidos do mundo.

Pessoas como António,Fábio,Cristiano dizem não ser, mas são.

Pessoas desprendidas do mundo são pessoas normais, mas tem suas peculiaridades.

Elas fazem o que elas querem guiando se apenas pelas suas vontades, não existe humanidade, existem pessoas e seus anseios, cada um por si, e que as suas escolhas não influencie ninguém se influenciar a escolha é totalmente de quem se deixou influenciar.A responsabilidade é constantemente transferida, é cada um por si, sendo que o seu ''si'' é um reflexo de suas vontades impulsivas não tendo assim, tanto peso nas suas ações e suas possivéis consequências.Pessoas desprendidas do mundo, elas não vivem o mundo.Por que o mundo é a humanidade, e não o físico, material.Pessoas desprendidas do mundo vivem apenas no seu mundo próprio, que elas acham que são o verdadeiro mundo, da deliberação, da tranquilidade das ações.O mundo em sua totalidade de conceito e conteúdo é o mundo onde vive a humanidade em si , um efeito dominó constante, uma responsabilidade angustiante, não mais por si mas por todos, uma empatia emocional.Mário, Fernando e Augusto são desprendidos do mundo.Eles possuem o mundo, o mundo não possui eles, a superioridade de estar sozinho.

Flávio,Bruno,Eduardo e Rodrigo falam muito, falam tudo, se bobear nem sentiram e já estão falando, eles são prendidos no mundo.Não fogem de sentir as dores de viver preso no mundo, as angustias, desamparos, o choro, o soluço , falta de esperança, a necessidade de um abraço, a espera de uma ligação.O prendidos no mundo são altamente sensivéis, empáticos, fraternos e amparadores, mas dão segurança, uma falsa segurança, mas ela segura a humanidade, ela conforta a humanidade , ela leva a humanidade pra frente.Por que o ser humano vive de paixão, e paixão motiva.

A contemplação da vida e a escolha de uma participação na vida de outras pessoas.Um ilusão de viver por inteiro de viver para si em um mundo próprio, a preocupação com o do lado.O dilema de respirar.E transitar entre esses dois pólos em busca da posição perfeita.Que não seja a mais confortável, por que confortabilidade acomoda, e quem acomoda para, e quem cessa de mudar cessa de existir.E você de que lado você samba?

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mulher.

(Degas)

-É tudo nosso espanca e cuida.

-Com uma condição?

-Não não, é só fuga...

-Se amanha não for nada disso..

-É so vc esquecer...

-É, eu vou sobreviver...

-Consegue dormir?

-Sim, claro, sou cabrahomi.Mulher só serve para duas coisas,encher o saco e fazer falta.
ps:influencias de músicas e teatro, de forma explicita.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Raça.

e você tem que ter força.
para seguir,levantar a cabeça, olhar pra frente.
levantar.
E força.
E força, pra ver queridos do tipo muito amados indo embora.
E força.
Força pra segurar os pepinos,força pra segurar os outros.
Eu não me seguro, nem tenho força.
Eu só me distraio.
Não tem jeito, é a única coisa que não tem jeito.
É única coisa que nos torna cem por cento vulneravéis, é a única coisa que não se remedia.
É única coisa que eu não me conformo, só entendo.
e levanto.
Por que essa necessidade de se segurar em alguém, quando não se sabe nada de amanha.Nem de si nem de lá.Nem de ninguém.
Já não sei por que motivo gosto de alguém.
Sinceramente.
Já não sei, eu só levanto.
Parar não combina comigo,não combina com ela.
Sei lá, sou do tipo muito covarde,sou do tipo muito sujo, sou do tipo que me seguro pra chorar.(dor)
E só choro três meses depois por que falaram alto comigo,mentira.
Além de tudo sou hipocrita.
E não não mereço a morte, por que morte é pros nobres e se matar é pros fortes,eu mereço a vida e todas a implicações que ela me implica, e olha que a danada é implicante comigo,me causa quedar, me causa gozo,sorrisos adornos.Poucas sabem,pouquissimo sabem.Nem nos dedos da pra contar.
Me voltem com a visão de simplicidade e paixão que eu tinha da vida.
me voltem.
ou me levem na calmaria.
e eu sinceramente não sei por que vcs se foram.

domingo, 31 de agosto de 2008

Incomodo.


Entrou no meu café, sentou na minha mesa, pediu o meu pedido.
Riu dos meus amigos,cortejou meu namorado,paquerou minha loja preferida.
Comprou meus livros(iguais aos meus), escreveu os meus poemas na contra capa dos livros,fez carinho nos meu felinos da rua.
Não era eu, nem parecida,coincidências vividas.
Perdi minha serenidade.Lá se foi a minha paz.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

don't drop me here.


Passou apenas meia hora e eu já vou pro meu quarto cigarro.Caminho no corredor do meu apertado apartamento.Meu pai veio me visitar e aproveitar para assinar uns papéis do contrato de locação.Ele reclama da fumaça, mas continuo a fumar e a andar de um lado pro outro,segurando com as duas mãos minha xícara de chá, já frio.Estou angustiada, estou me sentindo sozinha, minhas paixões já não me entretém , parei de pintar a duas semanas, não toquei mais no pincel, meus desenhos ficaram pela metade,espera desse momento me deixou anciosa, fui trocada.Fui tocada pelo ciúmes que me roeu a alma, tentei racionalmente entender o motivo desse ciúmes, medo de perder?Insegurança?Desconfiança?Medo de perder o que?Medo de perder as coisas boas, medo de ser trocada?Trocada pelo novo que é sempre melhor, trocada pelos meus defeitos que já não dão para serem esquecidos.Quem falou que eu to sozinha?Insegurança de não satisfazer o outro por completo, insegurança de achar quem uma simples olhada para outra pessoa já vai levá-lo para longe?E o que vivemos?Relacionamentos só efêmeros, relacionamentos são instante, relacionamentos não são relacionamentos, não é mutuo,não é justo.Um dar de mais, se dá de alma, outro não se envolve tanto,um assina contrato, outro sai correndo.Sim,são efêmeros.Desconfiança sim, por que o homem é permanentemente mutável, e tudo nessa vida é circunstancial e instantâneo, é falar no gerúndio “estou te amando’’, ‘’estou gostando de você’’, não é planejar se no futuro, não é viver de um passado, é o agora, nesse instante, passou segundos não é mais, homem nenhum pode ponderar esse tempo de mutabilidade e arrisca lhe o pescoço,e jurar alma que não possui.É ser falso, toma sua responsabilidade e desprende se dessas amarras, que te pregaram no mesmo lugar, movimente se,viver, é vive no momento é ser intenso, por que do futuro só sabemos que iremos mudar,várias vezes ao dias, várias vezes por mês,varias vidas por mudas.Desconfiança sim,até quanto mon dieu?Para sempre fadada a essa insegurança esse desamparo do mundo?Projetar se ser forte,viril, frio, calculista e um tanto apaixonado.Ok eu caso com você.E escolho assim arriscar me ao acaso da vida, já que tenho de ser intensa suficiente para qualificar minha vida como vida, então arrisco me nessa encruzilhada vital.Assino assim meu risco, sabendo da minha responsabilidade.Fui trocada pela despedida de solteiros.

sábado, 23 de agosto de 2008

Sickboy.

( DALI)


Acho que não deveria existir o prefixo ex, que denota algo que você não é mais(essas interlocuções obvias são ótimas, me deixam com ar de aurélio inatingivél).Esse prefixo ora comporta se como algo depreciativo ora com algo honroso, explicitemos ambos os casos, quando você ta falando daquela menina bonita que ta rolando o clima, tem uma amigo(feio, que não pega ninguém) que sempre intervêm e diz:- mas ela tem namorado, ai você grita triunfante EX NAMORADO, ok?!E quando vc é a ex namorado, e tem alguém que grita isso...também não é legal.Agora vc esta se perguntando e quando que é bom? Quando aquela vizinha te ver passando com um cigarro, reclama pra caralho da fumaça, te para e diz:- eu sou EX –fumante. Toda triunfante, um exemplo de força e determinação, é bom pra ela, e não o pobre ser que escuta os discurso olhando pros dentes dela ( enquanto ela fala, você pensa: - foda se você ,minha senhora).E quando aquela professora fodona que te deu aula quando a professora de matemática faltou, ta no RJTV falando da educação, você vira pra tua amiga na lanchonete e mete essa:- sou ex- aluno dela >Sorridente,serelepe, se achando.Ela te deu UMA aula, não sabe teu nome, e ta falando merda na televisão, mas pelo menos está na televisão.Por esse e outros exemplos da precariedade do reconhecimento humano, eu repugno o prefixo Ex e tudo que esse mínimo objeto gramatical trás com ele, nem a parte boa dele é realmente boa,amigos,não existe EX-alguma coisa, ou você é, ou você não é, não importa se você já foi, se já foi já faz tempo e mesmo que o tempo não seja muito você não esta sendo mais, eu defendo o instante, tudo na vida é momentâneo e circunstancial.No caso da chegado ao fim desse texto tudo que esta acima já não faz mais sentido nenhum.Quero deixa bem claro a todos, que eu não sou ex de nada nem ninguém.Ou eu fui ou eu sou,e se já fui, não considere muito por que se deixei de ser algum motivo teve, e algum motivo bem forte.Se pediram meu empichemant, amigos, fudeu de vez.


Ok, não consigo me calar, é incrível.Esse texto com um pouco de raiva no coração me fez lembrar das minha redações polémicas que escrevi a partir de 2004, sem cessar.Polémicas não por que eu inventei um novo estilo literário,nem tão pouco por falar de aborto e descrever o sangue na parede e os urros de dor com a mulher matando seu próprio feto com um cabide,não nada disso.A questão era política brasileira, e o tema era problematizar de forma que o assunto polémico ficasse generalizado com soluções que servisse de um particular para um todo.E eu sempre o fiz, por que eu realmente gostava de reclamar do sistema , e no fim das minhas redações com toda minha melancolia usar uma boa metáfora que dizia que no fundo eu acreditava no ser humano mas que o país não tinha jeito, por isso eu iria trabalhar em um café( desculpa a falta de modesta mas eu sei fazer um café..) parisiense.Ai você pergunta, que diabos essa criatura ta falando, eu lhe digo caro amigo, de todas as minhas redações feitas com todo um aparato gramatical e conteudista, a única publicada e reconhecida foi a que não era política, que foi feita em sala de aula em vinte minutos, aonde eu transformei uma piada em historia.A antologia foi publicada, eu dei entrevista pra folha dirigida,tirei foto com o diretor da escola e ainda tive um café da manha delicioso no lançamento desta piada.Piada comigo, que não esperava mas curti a fase, e piada com meu espírito escritor mal resolvido frustrado mais do que nunca.Eu passei todos os meus anos escrevendo sobre algo que vivíamos, sobre nossa realidade, criticando os sistema, dando alternativas pro vestibular, falando do ensino brasileiro, xingando o mensalão, corrupção, Brasília, a porra toda.E fui reconhecida quando citei Joãozinho.É serio gente, o nome do meu personagem é Joãozinho, ele pediu dinheiro para dar para um velhinho , a mãe ficou toda pomposa com a ação do menino.Era um velhinho gritando: pipoca,pipoca quentinha.


Sem mais palavras(...), eu me pergunto por que continuo com um blog, vou escrever piada.Se nada der certo eu viro humorista (do caos).












Autor: Carlos Celso.

Moimerci.

( DALI)



Quero engolir o mundo.


sábado, 16 de agosto de 2008

ego-ísmo.


-Meu amor, existem coisas que tem que ser ditas.
[suspirou fundo]
-E eu vou te dizer, pra você não me aborrecer no futuro...Ricardo põe as rosas perto do bolo, ai não ficou ridículo, lá lá...
-então como eu estava falando...
[ a menina olhou pra pessoa que falava.]
-Não me olha assim, é simples, você não é especial, ninguém é especial, você é como os outros.Enquanto for do interesse de alguém você terá um pouco mais de atenção, mas ao contrario, você é normal.Não fique se achando especial, por que você não é.E o mundo é como uma foto, feito de instantes, logo tudo muda em uma rapidez que as vezes não se percebe.....Não fique achando por que fez isso ou aquilo vai ser diferente, por que você fez por que quis, e não pela pessoa.Por que se alguma hora você for fazer algo esperando retribuição, minha pequena, essa é a maior hipocrisia do mundo.Faça por que quer.
-Ricardo cadê a toalha de mesa?Cadê o painel?Ricardo eu to conversando com ela, e quanto eu terminar eu quero tudo pronto, vai acabar atrasando tudo ...
-Então,retomando...[passou a mão no rosto e voltou se para a menina],o tempo que passou, por mais redundante que pareça agora é passado, e a vida não deixa de ser um disco repetido tudo vai acontecendo novamente e o que motiva,é o amanha é o novo, mas o novo minha gatinha, fica velho, e enquanto não dermos o braço a torce, a busca vai ser infinita.E eu acho ótimo que isso aconteça com você, afinal, acomodação humana estagna a evolução mental.Ficar parada minha princesa só atrapalha o maturidade,é necessário tirar essa fita que te tapa os olhos,o mundo é cruel,sentimentos bons são circunstanciais e morrem fácil fácil, mas não se pode parar de acreditar, não se pode parar de imaginar, sonhar e apaixonar se, mesmo que seja pela mesma coisa ,pela mesmas pessoa, a mente tem que ficar ocupada, se não ela começa a se fechar a se limitar e a sufocar o ser.Mas se for para viajar em um mundo de fantasias e coisas boas. Cuidado.O tombo costuma ser doloroso, o que vai definir ele. Vai ser o tempo,de queda, agora ou daqui a pouco, por que de qualquer jeito você vai cair, meu anjo.Considere sempre que te fez bem, considere muito quem te fez bem, não deixe que o mal entendido sobrepuje o bem que te fizeram.Um sorriso sincero tem muito valor, mais valor do que uma lágrima oriunda de palavras estabanadas que saíram quando o silencio tinha que ter tomado as rédeas da situação.
-...Tia...
[os olhos da menina era marcantes, e ela fitava a mulher falando]
-Você ta entendendo o que eu to falando?
-..Tia..Eu só estava brincando.

(...)

Livia,old.

Renoir

"Era simples,era muito simples mas foi invadido pela ira de todos os anjos,só é ira de todos os anjos.Era aquele sorriso que me fazia sorrir junto,era aquele minuto devaneio,demente que me fazia por inteiro, que se foi.Não posso acreditar que tenha sido por ele,por isso acho que foi trabalho dos deuses’’.
Terminara de escrever,fechara o livrinho de capa preta onde anotava os significados de suas tatuagens,e era essa a última.E selava mais uma de suas dores no seu corpo,Ira dos anjos,te acompanhava agora,fiel,um tanto redundante por que por mais que não existisse a tatuagem existia a lembrança que nunca se quer dormira nesses quase cinco anos de separação,agora porém,existiam as duas.Mas ira dos anjos era ambígua que só,a mesma ira que arrancou o seu amor,brincou de ir e vir da vida da sua alma.Transcorria quase dez anos de casamentos,filhos,drogas,sexo,viagens,desordem hybris e Baco.E sua vida era assim,Lívia tinha um pouco mais de trinta anos,uma filha de quatorze,um ex marido de trinta e cinco,um atual de vinte e oito.O corpo quase todo fechado por tatuagens,um cabelo comprido liso,com mexas aleatória de diversas cores,um tipo meio estranho, mais idealizado por muitos homens, de um temperamento singular, de uma dor intensa.E uma historia imensa.







ps:(não terminado,aproximadamente 3 anos de existencia.)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sufoco.

(DALI)

Estou doente, não sei se é do físico ou do psicológico mas estou doente.
Meu corpo ta dormente.Estou sem ânimo, essa doença me prende da garganta até a boca do estômago,mal consigo respirar, é como se uma via de respiração lutasse contra uma enorme corrente de ar só para me manter a vida.Estou doente.
Abro os olhos, fecho os olhos, pisco sem parar.
Sinto um frio, o sol ta queimando lá fora, o dia ta bonito não dá para me enganar.
Ficar triste em dias chuvosos é mole, quero ver sofrer em dias ensolarados.
Eu to doente.
Meu lado esquerdo está dormente,quente,meu lado direito está apenas encaixado.Já não tenho mais esperança.
Minha garganta seca.Não sinto fome.
Mal me mexo, não tenho força, meu telefone toca quero fingir normalidade, mas tenho que ser falso, ai aviso, não obrigado pelo convite amigo, estou doente.Não se preocupe, quando melhorar eu vou sim.Agradeço a tecnologia do sem fio,nem me mexo e volto a pensar.Desculpa não quero conversar, eu to doente sem esperança.Sou invisível sem sorte.
Estou morrendo de amores.
Estou muito doente.
Antes na minha juventude eu levantava, fazia planos, rodava pela casa, escutava música e lembrava, e saia procurando pela rua , ligava, ia e vinha.
Mas dessa vez a doença me pegou, eu não canto, não escrevo,não toco violão, não pinto, nem leio.
Eu só morro.
Estou fadado a sofrer, estou fomentando em dor, está intrínseco em mim.Não sou daqui.
Penso em parar tudo que comecei, e o que eu não parei é claro.Antes da doença me pegar estava costurando uma blusa,pra ela .
Estou deitado, estou inerte, estou latente.
Depois de sofrer tudo isso percebo que não se passou nem vinte minutos,não to afim de levantar nem para tomar um café, meu cigarro eu deixei pra lá.Não lembro nem se fechei o carro.Vou largar o trabalho.Penso em me mudar.Mas é só o fisico ,o mental vai estar colado em mim.O tempo demora passar.A dor não cura com o tempo só muda o holofote, muda a atenção.
Maldito sentidos humanos.
Nesse estágio da minha doença eu não sonho mais acordado, eu não faço planos, pego no balão de oxigênio imaginário.Inalo.
A dor não é concentrada, ela é ampla, espalhada, uma áurea que encobre tudo em mim e me abraça aconchegantemente.
Estou morrendo de amores.
Estou sim.
Preciso de uma decisão, preciso chamar seu nome.
Preciso de um pedaço de mar.
Preciso sim.
Durmo, assim.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Fausto Pompa.


-eu odeio você...
[pausa pra risada espontânea]
-tudo bem querida,ta tudo bem...
Poe a mão na nunca e se espreguiça.
-não to brincando, é serio, eu odeio você por inteiro...Seus trejeitos, seu jeito de falar, andar , olhar, ler, comer, dirigir, cuspir, tanto faz, é muito ódio.
-Tudo bem querida...
-Como tudo bem?Eu odeio você porra, sai daqui...
[ela se exalta]
-é mentira , você não me odeia .
[tira os óculos e a encara]
-Tá achando que isso é o que?Emoções poéticas?Vamos dançar juntos ao som do luar?E almejas os sons mais bonitos da floresta?Cai na real, eu odeio você, agora sai da minha vida.
[ela põe o óculos escuro]


[ambos tomam um gole nos seus respectivos café e saem da padaria cada um em uma direção]



II

-Se me odeia por que está aqui?:
-Me deixa entrar, por favor...
-Entra, mas me diz o que quer.
-Quero contar te uma coisa.
-Conta ,estou sendo indiferente, você é muito além da minha contemplação.
-Me apaixonei novamente
-Parabéns.
[silencio]
-Não vai perguntar por quem?
-Não, pra mim tanto faz.
-Você sabe que isso é mentira, seu merda.
-Não, não é....pode sair agora.Já contou o que queria.
[tapa na cara]



III

-Por que eu me entrego fácil?Você é maluca, doentia, me dá arrepios.
- Eu amo você, ok?Cala a boca.
[se levanta nu e vai para a cozinha, enquanto ela resmunga meia dúzia de palavras em estrangeiro assistindo filme na tv.]

(...)
[ele volta,desliga a tv, sobe em cima dela]


[sexo com raiva é muito mais gostoso]

(...)

domingo, 3 de agosto de 2008

Nota.

(Alma Tadema)
São esses os personagens.Agora trabalharemos na história mentalmente pré montada, remontada,esquartejada,esquecida e ignorada.Só que essa brincadeira só ira acontecer quando a filha da puta da pessoa que escreve estiver concentrada suficiente para se dar nisso.Enquanto isso vamos usando isso aqui de mini diário pro meu eu-lírico aflorar,precisa reconhecer o ambiente antes de ir pro mundo.Vãs palavras que não significam nada só explicam a seriedade da literatura in my life.Pausa pro café, uma ligação.E volto ao ostracismo induzido.Aquele que você vai por preguiça e só sai quando se apaixona ou está triste.Eu sou poeta das desgraças.Eu me apaixono e fico triste.Se apaixonar é muito mais legal, a paixão move a vida, pelo menos a minha.Aí fico triste.Palavras infantis.Aguardem queridos fantasmas,ou não. Escrevo pra tornar publico pq se não,salvava no word.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Thaís.


Apresento me como ultima personagem.

Thaís-18 anos


Falar um pouco da minha vida e resumir ela em minha juventude.Engraçado que quando se é jovem sua cabeça não para um minutos, você quer agarrar o mundo com as mãos.Eu to no vestibular quero fazer biologia.Antes queria medicina,mas sabe muito difícil,muitos anos tentando resolvi tentar biologia e no futuro faço medicina.Legal também de ser jovem é a quantidade de planos e a consciência que você vai realizar todos os eles, com certeza, se você não consegue nem entregar o trabalho de casa de matemática no dia, ou se entrega copiou de alguém.Engraçado mesmo são as aventuras, o gosto da coisa escondida, o beijo naquele garoto, eu mal acredito quando penso que beijei ele.Para você se relacionar com alguém você tem algumas etapas pra passar você que escolhe a ordem.Podem ser: você fica e conhece, você conhece e fica ou você conhece e acontece, ou você só conhece por que ta ficando.Nem acho que o beijo na boca tenha se tornado banal não, a diferença é como se chama.Se você fica ficando e conversando ta namorando se você fica de boca calada você é doente.hahaha.Boca tem tudo o mesmo gosto, o que te prende é a cabeça.Eu nunca me apaixonei por um par de músculos, nunca me apaixonei por olhos verdes, eu sempre gostei do conjunto inteiro ok?Hahahahaha sou uma criança,metida adulta, sei lá, nada faço de produtivo,nada faço que de renda, meus pais me banca o tempo todo, e isso me cansa mas sei la meus planos não vão se realizar.Tenho medo de ser pra sempre a Tátá, com cara de 15 anos meio perturbada que fala alto.Um eterna adolescente com síndrome de véspera de vinte anos.Ai eu penso. Pra que isso tudo?Pra que estudar trabalhar ganhar dinheiro,merda de provas que não avaliam nada, merda de insegurança, de medo, de paixão,merda de vida boa que não posso me queixar pq tem gente que ta muito pior.Merda merda merda.Cortei meus cabelos compridos, li Aluizio de Azevedo, tomei milkshake no mc donalds usando meu all star, liguei pro Bruno,liguei pra Paulinha e pra Ale.Vi um pedaço de eu a patroa e as crianças e me imaginei no big brother e depois me imaginei no intercâmbio em Miami, falando meu ingles do Brasas, e curtindo uma praia longe das ondas.E tudo isso só pra mostrar como penso em coisa inútil e como nada tem coerência, e como serei assim uma pessoa adulta com preocupações e responsabilidades, alguém sabe me explica?Alguém pode me aliviar?Merda merda merda.