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domingo, 10 de maio de 2009

Flores do Mal.


Por que não um diário?
Se me dispo, me retalho, me conto, me encaixo, me inquieto.
só pra ler o meu diário.
Contar é fácil, mas me perco no eu e no outro já não sei mais do que eu falo.
Quanto mais me agito mais vivo, então decidi me derramar, estou entregue a qualquer tipo de expressão tento ao máximo fotografar. Um tentativa de reproduzir pra ver depois, pra segurar por um tempo a experiência, pra provar existência.
Transformo me, dentro de mim só um vomito de mudança sou incapaz de calar, de segurar, deixa eu mudar. Só assim eu continuo a mesma. Essa tendência de criar enquanto me pinto, essa tendência de invetar enquanto vivo, essa tendência megalomaniáca um pouco esquizofrênica, aonde eu tenho asas e falo todas as linguas, não há limitação para além da minha cabeça. São flores, flores por todos os lados, cores por todos os lados, flores do mal e cores daltônicas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Fausto Pompa.


-eu odeio você...
[pausa pra risada espontânea]
-tudo bem querida,ta tudo bem...
Poe a mão na nunca e se espreguiça.
-não to brincando, é serio, eu odeio você por inteiro...Seus trejeitos, seu jeito de falar, andar , olhar, ler, comer, dirigir, cuspir, tanto faz, é muito ódio.
-Tudo bem querida...
-Como tudo bem?Eu odeio você porra, sai daqui...
[ela se exalta]
-é mentira , você não me odeia .
[tira os óculos e a encara]
-Tá achando que isso é o que?Emoções poéticas?Vamos dançar juntos ao som do luar?E almejas os sons mais bonitos da floresta?Cai na real, eu odeio você, agora sai da minha vida.
[ela põe o óculos escuro]


[ambos tomam um gole nos seus respectivos café e saem da padaria cada um em uma direção]



II

-Se me odeia por que está aqui?:
-Me deixa entrar, por favor...
-Entra, mas me diz o que quer.
-Quero contar te uma coisa.
-Conta ,estou sendo indiferente, você é muito além da minha contemplação.
-Me apaixonei novamente
-Parabéns.
[silencio]
-Não vai perguntar por quem?
-Não, pra mim tanto faz.
-Você sabe que isso é mentira, seu merda.
-Não, não é....pode sair agora.Já contou o que queria.
[tapa na cara]



III

-Por que eu me entrego fácil?Você é maluca, doentia, me dá arrepios.
- Eu amo você, ok?Cala a boca.
[se levanta nu e vai para a cozinha, enquanto ela resmunga meia dúzia de palavras em estrangeiro assistindo filme na tv.]

(...)
[ele volta,desliga a tv, sobe em cima dela]


[sexo com raiva é muito mais gostoso]

(...)