domingo, 2 de agosto de 2009

mesa de bar.






"Amigo, que ironia desta vida


Você chora na avenida


Pro meu povo se alegrar


Eu bato forte em você


E aqui dentro do peito uma dor


Me destrói


Mas você me entende


E diz que pancada de amor não dói


Meu surdo parece absurdo


Mas você me escuta


Bem mais que os amigos lá do bar


Não deixa que a dor


Mais lhe machuque


Pois pelo seu batuqu


eEu dou fim ao meu pranto e começo a cantar


Meu surdo bato forte no seu couro


Só escuto este teu choro


Que os aplausos vêm pra consolar"

quarta-feira, 1 de julho de 2009

|très bizarre|

(Alma Tadema)
Ouço rumores.

Às vezes não quero acreditar nesse animal que é o ser humano, e nem tão pouco me vê como tal. O homem é mal.

As coisas quando não são escritas para a conveniência se tornou desinteressante, mal escrito, mal formulado, sem foco. Você não vê a arte quando ela não tem o seu nome, você não a vê quando ela não está endereçada para você, e ainda me diz que é artista?

Desculpe, não compreendo dessa forma, te acho vazia.

Não lhe dou outro juízo se não um ligado a vacuidade, por que todos os outros podem lhe atribuir características interessantes, mas desculpe novamente, as palavras do mundo não estão no seu dicionário.

A mascara caí.

Amor a arte ou amor ao artista?

A mascara cai.

Não demora muito...

O ser humano pode ter muitas característica mas nada é maior do que o que está em nós.( eu não estou falando de sentimentos).

Creio que palavras não podem ter endereço, nem destinatário, nossas obras de arte não podem ser cartas, são obras, nascidas, formuladas, influenciadas, como crianças...mas não acho certo procriar para apenas povoar o mundo.

Isso não é uma critica, por que só se pode criticar aquilo que se conhece, e eu não conheço mas tenho consciência da sua existência. Conhecer é relacionar se.

Anônimos se não querem mostrar a identidade que ao menos mostre a mensagem de forma compreensível, sem saber quem escreveu e o que quis dizer ficar complicado de se entender.

Concebo mas não imagino.

Mas não paro de questionar, aonde você quer chegar?

Qual a sua intenção?


I'll be watching you.


domingo, 28 de junho de 2009

Nua Nova.


(William Bouguereau )

Momentos certos da vida parece que assistimos em terceira pessoa, o eu vai embora, você é espectador da sua própria vida, você se assiste.


Pouca ou muita luz, quando se sofre, se sofre no extremo.


Você se assiste, a hora se arrasta, você vê todos os movimentos da cena, você lembra de todos os detalhes. As falas, os peculiares sentimentos. A mortalidade se floresce.


As vezes é lindo viver mas é complexo sofrer.


Não se tem um padrão de motivos humanos, não existe um limite, "agora sim, agora o seu sofrimento é válido";" não, não não está sofrendo isso não é nada".


Admiro o bom senso das pessoas quando respeitam o sofrer, sem impor um medidor.




O buraco dentro do peito volta, é um vazio doloroso. Seca a garganta, doí o estômago, o ar entra em escassez, mais um segundo, e você sente algo arranhar sua garganta, e seus olhos humidecem. Você vai chorar.


Descobri que estava errada quando disse que sou uma pessoa que escreve quando está triste, uma poeta das tristezas, estava errada, quando estou triste ou sofrendo , é tão intenso que não se produz, sou uma poeta sim, mas não de momentos extremos. Sou mediana, medíocre.




Minha arte não vale uma bala, mas se quer saber, não tenho intenção que valha.


Não trabalho pra isso, eu só me dispo.




E desnuda eu ando pelos altos.

sábado, 20 de junho de 2009

Pote.



È tão difícil falar de amor sem se parecer ridículo ou no mínimo apaixonado, mas vocês hão de convir, é o único momento no qual se expressa com maior sinceridade do mundo, quando se vive, e se vive intensamente.
Acho que não existirá comprovação cientifica que explique por que um casal se encontra, no meio de tanta gente, você encontra uma, uma pessoa, as vezes nem circunstancias em comum existem, mas dá se um jeito de encontrar. É ela que vai colorir seus dias, é ela que vai te surpreender, te tocar, te apresentar novas sensações, novos sentimentos, mostrar o quão você é humano, é como é difícil viver aqui sendo humano.
É ela que vai te tirar o sono, ou te dar muitos sonhos, muitos pesadelos, muitos medos.
Com certeza vai ser ela que vai florir seu jardim, quem você vai olhar e pensar em ter filhos, em casar, em largar tudo para ir para outro lugar, é a foto dela que você quer pendurar no seu quarto, é ela que você quer apresentar aos seus amigos a sua família, é essa pessoa aleatória que apareceu de forma sutil, que se estabeleceu na sua vida, nem que seja por um período mas que seja esse período eterno enquanto dure, é ela que você quer guardar em um potinho.
É ela que você quer proteger das intempéries do mundo, é pra esse ser que você pede toda a noite a deus proteção, saúde, perseverança, sabe aqueles pedidos religiosos que quando você vê você já fez do tipo, não deixe ele ficar triste, guarda para que nada de ruim aconteça, não leve ninguém da família dele, que suas notas sejam boas e por aí vai...
É essa inocência infantil, essa pureza sentimental que faz ser amor, que faz ser puro.
Sabe aquela marca que você não quer levar mais só dentro do coração, que você quer mostrar para que todo mundo veja, aliança ou não, contrato ou não a idéia ultrapassa essas barreiras, é cuidado é sentimento, é muito mais que titulo.
Chega uma hora que você se depara com uma construção, sua vida ta começando novamente, de degrau em degrau você sobe uma escada, você constrói as bases de uma relação, ou de repente, as bases do seu ser.
Mãos dadas, pele, carinho, cuidado, quando eu falo que quero guarda você em um potinho é por que não suporto esse mundo imperfeito, cheio de coisas ruins, soltas que podem te afetar, você um ser mortal, você um ser puro, quase um anjo, não pode estar desprotegido por ae, deixa eu guardar você.
"milhões de estrelas coloridas rumo ao infinito"
dentro de mim, pra sempre.

sábado, 13 de junho de 2009

Nosferatu.


Depreciação
Insegurança
Frio no sertão
Lágrima com ou sem chuva
Trejeitos alheios são sempre mais interessantes
Inconsistência de vida da em pura angústia
Já nem sei se deveria saber

Calma
Confusão, você causa confusão
Você é a pura confusão em si
Sinônimo de sofrimento
Estagiando no estado de embriagues sempre parece à porta de escape perfeita
Caminhando acompanhadamente só
Você cai em si
Você percebe tudo, e tudo gira em passos que não harmonizam o seu ritmo
Seus amigos não são seus, seu mundo não é seu
Você é antagonista da sua própria vida

Dá voltas dá voltas
Em círculos fechados
Fumaça
Cigarros
Tristeza não tem fim, felicidade sim
Tudo sem ponto como um pensamento

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mauá.


Era uma vez...

uma artista da vanguarda brasileira ...

um fotógrafo hungáro...

um mágico português...



Três personagens de uma história bela ...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

Noir désire


She'd never thinkIt's in your home
It's in our homeIt's all
I wantAnd you'll learn to hate me
She said, oh call me baby
Oh lordJust call me by my name
And save your soul
Save your soul
Before you're too far gone
Before nothing can be done
And I sat aroundShall
I hold you hand?
I've got no fight in me
In this whole damn world
Tell you hold on
She said hold on
And I knowSlip my coat off
And I'll know it's all wrong
She stands outside and holds me
She said, oh please
I'm in love
I'm in love Girl, save your soul
Save your soulBefore you're too far gone
Before nothing can be done
Cause without meYou've got it all
So hold onWithout me you got it all
Hold onWithout me you got it all
Without me you got it all
So hold on


Tipos de importância e preocupação às vezes são tão enfáticos que nem parecem reais, mas quando falta mostra se tão real que, a falta mostra a necessidade, falta a parede rachada, a tinta comprada a pintura mal feita. Será necessário só viver uma vez para ter certeza, para sentir?
Salve sua alma enquanto há tempo, o erro de não agir é tão duro que coage. Só sei viver se for pelo outro.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Miss-erable.

(Dali)
Aonde foi que eu parei?
Não sei, nada sei, não por reconhecimento da minha ignorância, nem por argumentos socráticos, mas por falta de talento. Vamos por habilidades então...não sei desenhar, não sei pintar, não sei dançar, não sei dirigir, não sei cozinhar, não sei estudar,física, química, português, história, filosofia, geografia, língua estrangeira,matemática muito menos,não sei nem a tabuada; não tenho interpretação, não sei o que falar, não tenho a arte da oratória, muito menos da retórica, nem uma simples redação sei redigir, vide a esse texto, minha concordância é péssima ,meus pontos de costura são desalinhados, minhas expressões de carinho desencontradas, nunca fui boa em nenhum esporte, nunca terminei nada que eu tenha começado, não tenho bom gosto, sou incrivelmente medíocre e não há nada pior que ser médio. Mas não sou o meio termo que os filósofos acham como medida justa, o equilíbrio, nada disso, é meio de às vezes muito às vezes nada, na média ponderada dá 5, nem zero nem dez.Ops acho que aritmética sei lá...
Não sei nada sobre política, não tenho ideologia, não sou coerente com a minha religião, não tenho vaidade, engajamento, só preguiça. Teatro, dança, opera, pinturas nada disso tira de mim admiração exarcebada. Não tenho habilidades para jogos, tanto os virtuais como os físicos, nem carta eu consigo. A psicologia não me entende, eles me dão alguns transtornos para me explicarem, mas não chegam perto de nenhum tipo plausível de justificativa. Minha postura é ruim, meu corpo é médio, mas não ajudo com exercícios nem nada. Nada de dieta saudável, nada de ausência de entorpecentes, tarjas pretas e incoerência. O que foi que eu me tornei, o que tipo de ser eu sou? Vir ao mundo para povoa lo e descobrir quão sem talento eu sou?

domingo, 10 de maio de 2009

Flores do Mal.


Por que não um diário?
Se me dispo, me retalho, me conto, me encaixo, me inquieto.
só pra ler o meu diário.
Contar é fácil, mas me perco no eu e no outro já não sei mais do que eu falo.
Quanto mais me agito mais vivo, então decidi me derramar, estou entregue a qualquer tipo de expressão tento ao máximo fotografar. Um tentativa de reproduzir pra ver depois, pra segurar por um tempo a experiência, pra provar existência.
Transformo me, dentro de mim só um vomito de mudança sou incapaz de calar, de segurar, deixa eu mudar. Só assim eu continuo a mesma. Essa tendência de criar enquanto me pinto, essa tendência de invetar enquanto vivo, essa tendência megalomaniáca um pouco esquizofrênica, aonde eu tenho asas e falo todas as linguas, não há limitação para além da minha cabeça. São flores, flores por todos os lados, cores por todos os lados, flores do mal e cores daltônicas.

domingo, 26 de abril de 2009

dai me outra cor.


''ah! meu amor, estamos condenados,

nós já podemos dizer que somos um,

nós somos um

e nessa fase do amor em que se é um

é que perdemos a metade cada um

ah! meu amor, estamos mais safados

hoje tiramos mais proveito do prazer e somos um

quando dormimos juntos, sonhos separados

que nós não vamos confessar de modo algum

ah! meu amor, ah! meu amor

quantas pequenas traições

pobres mentiras diplomáticas de puras intenções

estamos condenados

ah! meu amor, de discretos pecados

formamos esse ser tão uno divisível, parece incrível

que nós tentemos que ele dure eternamente

nessas metades incompletas, mas decentes(...) ''



evidentemente que não foi eu quem escreveu.

domingo, 19 de abril de 2009

Madame Satã.

(Boticcelli)

Quando a gente convive com a desconstrução, a gente aprende a não mais ser absoluto, flexível ao ponto de conseguir enxergar os 360 graus do ângulo. Mas cabe salientar que descontrução não é destruição, é uma via, do complexo pro primitivo, uma análise, uma fragmentação para o intelecto cognitivo, na verdade, é uma quebra das nossas ilusões. Desconstruir nos aproxima tanto do real que chega a doer, prefiro ficar na parte das construções, sonhadoras, passionais, que movem e flutuam a alma.
Enfim, é nesse meio que me peguei sozinha xingando os deuses mitológicos, acredite isso doeu muito em mim, não me sinto uma herege, por que no fundo, os deuses nunca tiveram papéis de divindades, minha admiração é pela rica história e não pela fé.
Sim eu sou muito sistemática mas isso não significa coerente, nem tão pouco chega no nível intelectual elevado, pelo contrário, minha sistematização nada mais é que a prova da minha ignorância e da minha rigidez diante a mudança.
Ok, contextualize então nesse caminho uma pitada de descontrução, decepção e ignorância.
E mergulhe comigo nessa brincadeira, com uma pitada de heresia diante dos adoradores de tal.
Primeiro olhei pra Zeus, e quis entender ou de repente conhece-lo melhor, fiquei olhando...De certo como tudo na filosofia, por mais que você conheça, você não conhece nada, como se não existisse uma progressão do saber, mas lembrando que isso faz parte da mitologia, então é história infantil pra filosofia. Aí pensei Zeus, por que só você é sinistrão, se tem alguns irmão coisa e tal? Por que Zeus é o deus supremo se ele tem entre muitas aspas por favor, as mesma natureza, nasceram do mesmo buraco, mas esse aí veio abençoado, por quem? Se ele é o deus supremo? Zeus é tão sinistro que programou tudo pra vir ao mundo, se abençou e tudo, a nasceu ele todo poderoso, com a égide escudo mandando relâmpago como castigo, morando no Olimpo(uma montanha grande da Grécia , que virou templo feito de cristal morada dos doze deuses, Oxalá meu rei, viva a criatividade de Hesíodo, papo de amor) com vista por mar Egeu, casando com Hera, tendo mil amantes e sobre tudo, TENDO SENTIMENTOS HUMANOS. Um deus que se dá o luxo de ter sentimentos humanos, como invejinha, coragem, alegria, tristeza....desculpem pessoas, mas teve sentimento humano mesquinho, pra mim, na minha cabeça IGNORANTE, e cristã, não é deus supremo.
Foi malz ae. Beleza, continua ai, que ignorância é no mínimo engraçado, ok, aí beleza, vem Hermes, digo assim, esse sim, vai ser um deus de verdade, alguém tem que salvar isso aqui neh, ai começo a olha a história dele, o pobrezinho é filho de uma das amantes de Zeus, tadinho, filho bastardo, ai fica de mensageiro do pai, pobrezinho, ofice boy desde garoto, sem muita verba, fica fazendo trocas, chega até trocar a Lira pelo Cadeceu de Apolo( vulgo Caxias), mas aí, vocês sabem o que é um cadeceu? Então...é uma VARA, é ele trocou um instrumento musical por uma VARA, tudo bem, era uma VARA de ouro, mas mermão, era uma VARA ok, que deus mais estranho, e detalhe uma vara de outro que simboliza a paz, oihn, que menino deus preocupado com a paz na terra, quase uma bandeira abaixo a homofobia neh, parem de espancar os gays, Hermes tem a vara de ouro que representa a paz!( foi tema da passeata gay no Chipre em 1986....mentira, inventei hahahha), continuando a contar o carma de Hermes, o pobrezinho foi cagado de urubu não é possivel, depois de ser filho bastardo, oficeboy, viado( esqueci de relembrar que ele tinha assinhas nos pés,por que no fundo, bem no fundo, ele queria ser uma borboleta), consegui um bico pra trabalhar no inferno levando almas, dái o epíteto de psicopompo( peraí que eu to fazendo grego e tal tenho que me apresentar, então do radical grego psiché é alma e ponpós é guia, sacou? Ele é o guia das almas..) pá, depois disso tudo, pelo menos leva a graça de ser patrono dos esportistas, e dos comerciantes também, e dos ladrões também...hehehe.Ah e além de inventar a lira, ele inventou os algarismos também, ou seja, colaborou com nosso inferno, dava muito bem pra não existir matemática no mundo, graças a ele muita gente ae repetiu de ano e os caralhos, porra a gente sabe que existem as coisas, vai tomar no cu essa porra de quantidade, elas existem e pronto, não importam quantas são! Se multiplica, divide, subtrai, e o dinheiro? Veio dessa porra também, infernal!
Mermão, aí vem o Apolo, contrário de Dionísio irmão gêmeo da Ártemis, filho bastardo também, mas esse gostava de aparecer, queria ser o filho nerd da família, mal comido que ele só, do tipo que queria medicina no vestibular sabe(inclusive ele é deus da medicina, da luz e do sol, oihn),curtia uma coisa à la Caxias, certinha, moderada, harmônica, patrono da mãe diná e tudo, se amarrava num horóscopo ou melhor numa adivinhação, era condutor das musas mas não comia ninguém, acho mesmo que ele era aquele tipo amigo para todos as horas, à la cabeleireiro gay.
Ai vem Hera, a corna, além de irmã era esposa de Zeus, acho que ela merece admiração sabe, por que Zeus comeu geral mas casou com ela, logo ela era sinistra, e po, ela é a deusa do casamento neh, merece respeito, mas era louca, ciumenta, agressiva, possessiva,cheia de rixas e sobre tudo corajosa, enquanto na festa do Baco todo mundo ia fantasiado de Afrodite, a deusa do amor, ela era inimiga número um dela, porra, haja cu! E de quebra ainda perseguia Hercules o menino prodígio da história.
Agora vamos falar da mais pop, a Britney Spears do Olimpo, Afrodite, deusa do amor e da beleza, toda gostosa, dava pra geral, era toda confusa e fazia muita merda, uma das histórias mais pobres da mitologia sabe, vazia, sem conteúdo, só mais um rostinho bonito pros homens perderem a linha.
Ai vem Papai Titânic, Poseidon, sinistrão, deus do mar dos terremotos, deus dos cavalos e dos golfinhos(oi? Como um deus pode ser todo bombado e do nada ser deus dos golfinhos e dos botos rosas:?) Se amarrava num tridente e rolam boatos que a tsunami foi culpa dele.
Agora é a vez de Ares, desse eu simpatizo, ele era o deus da guerra, super coerente, batia palma pra carnificina, nada de coisas boas não, muito sangue, ávido por desordem, a expressão “ cheio de ódio’’ vem dele, e o mais bonito de tudo, ele é pai de EROS, oihn...!
Bem gente, cansei, ainda falta muito, de repente eu continuo em um futuro distante a minha análise analítica e boçal da mitologia humorística grega, talvez eu vá pra fogueira, talvez a igreja me persiga, talvez ninguém nem leia,essa hora na sua casa a música já vai estar baixinha....(baixinha)...e o creuzeback....


BOA NOITE!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Passional.

( William Bouguereau)

Sabe quando você se sente já cansado, e que por mais que você vá em lugares diferentes conheça pessoas diferentes as coisas vão se repetir sempre? Sabe quando você vai perdendo o nascer do sol pra ficar dormindo e acorda de mal humor e isso vira rotina. As vezes sinto que a vida gira em círculos, com a mesma freqüência e período. Só que sinto me ser humano inconstante, as vezes mudo para ser o mesmo. Mas até certo tempo, achava cansativo essa repetição circular da vida, eu simplesmente não via. Não te via.
Quando me permitir te olhar, vi em você motivação pra continuar, um segurança invisível mas presente,não uma segurança de que você vai estar sempre ali, mas sim, que enquanto estiver tudo estará bem, uma felicidade corrente, desejo efervescente, meus sonhos mais impossíveis se transformam em conseqüências quase obvias, não existe barreiras para nós além da nossa própria vontade, a conveniência nos torna sinceros, o tempo não apagou nenhuma dessas qualidades pelo contrario só mostrou mais, será que conseguiremos reverter tudo que vai de encontro a nós a favor de nós?
Não sobrecarregamos nem sobrecarregaremos,um ao outro por sabermos que mesmo perto mesmo longe o que sentimos é verdadeiro.
Essa paixão me move.
E me cabe a alma.

domingo, 5 de abril de 2009

I N


Mas tem tanta coisa errada, se tem.
E tão fácil reclamar, e pontuar, e criticar...
E falar mal do país, dos EUA, da educação , da pobreza, das desigualdades, guerras,dos problemas sociais, dos problemas que não vivemos mas assistimos como se não fosse nem com seres humanos iguais a nós.
Da Aids, das doenças da alma, das depressões por muito dinheiro ou por muito pouco.
A critica a desvalorização à instituição da família, do casamento, da religião.
A sujeirada da política, a sujeirada que o ser humano produz e provoca, a corrupção (do poder), a soberba. E muita coisa, e é muito lindo ver textos e mais textos de consciência social, mas sabe que eu desacredito de quem fala muito. Normalmente os mais silenciosos são mais práticos e muita teoria às vezes silencia a ação.
Eu acredito que pequenas ações boicotem o sistema, eu acredito sim. Acho ignorância ouvir pessoas falando..’’mas ninguém faz, não sou eu que vai mudar qualquer coisa’’.
A mudança é interna, e vai pra fora.
Para de dar soluções pra vida dos outros, vá repensar suas próprias ideologia, e sobre tudo ser coerente.

sábado, 7 de março de 2009

Roda Gigante.


As coisas pequenas da vida, e as maiores ainda.
Resolvi caminhar até a montanha mais alta da cidade.
Um mês depois, resolvi mergulhar.
Voltei a correr, depois parei de malhar.
Fui ao samba, a igreja.
Fumei e orei.
Depois de quatro dias me apaixonei, ela não quis casar.
Viajei.
Boiolei.
Trabalhei, e um dia resolvi estudar.
Estudei.
Achei que tudo que tinha era muito pouco, resolvi mudar.
Mudei.
Tudo novo, namorei.
Casei, dois filhos.
Desquitei, a inquietude me tombava.
Li os mesmos livros depois de alguns anos, e entendi tudo diferente.
Resolvi pular de pára-quedas, duas semanas depois pulei de novo.
Foi tudo diferente, cada minuto nunca foi igual.
E eu de tudo nada tinha vivido.
Conclui ser um ignorante.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

tu laberinto


Virei a pra mim, o sangue saia de sua boca, tentei achar alguma resposta de vida, respiração, liguei pra Antonio, liguei pra ambulância, entrei em choque, fiquei quase cinco minutos olhando pra ela, seus olhos fechados, face serena, sua pele clara, mais clara que o normal, e sangue, pastoso, não conseguia entender por que ela estava vomitando tanto sangue, e não conseguia parar de olhar, não era mais ela, era um corpo.
Não me lembro muito bem,mas dentro de alguns minutos ou horas estávamos no hospital, ela estava tendo uma hemorragia interna causado por excesso de medicamentos.
Primeira noite, foi angustiante, eu não estava em mim, as vezes ficava quase um hora parado, as vezes andava tudo, inventava coisa pra fazer, fumava, tomava café , até inventei de dar uma olhada no motor do carro.
Na manha do dia seguinte, ela teve uma agravamento; ocorreu um avc, o lado direito paralisou.
A semana foi pesada, entrou e saiu do coma, descobri que ela tinha tomado os remédios como uma suposta tentativa de suicídio. Se ela estivesse bem depois de tudo, eu com certeza terminaria, mas ela estava em coma, não sabia como agir, voltei pra casa dos meus pais. Não agüentei ficar em casa sozinho, tudo me lembrava ela, era um fantasma.
Faltei alguns dias de trabalho, mas aos poucos a rotina foi se normalizando, voltei pra minha casa.
Precisava decidir minha vida, mas não tinha muita paz, amigos ligando a todo tempo, família, ex namoradas, amigas interesseiras se insinuando.
Passei ir visita lá um dia sim e um não, não havia melhora, era estava em coma, sua pele perdera o brilho, sua vivacidade, seu sorriso, nada estava ali, era um corpo frio, e memórias, grandes memórias, vivências, histórias, projetos, viagens, nossa lua de mel, nosso primeiro beijo, nossa primeira suspeita de gravidez, o meu primeiro livro, primeiro presente, formatura, era uma dor, e uma impotência desmensuradas.
Gostaria de estar ali no lugar dela, mas ficaria no meu até o último momento.
Uma amiga se instalou na minha casa, com desculpa de me ajudar, amiga de algum tempo sempre fora apaixonada por mim, mas nunca percebi sua face oportunista. Uma das noite bebemos até tarde quando discutíamos algumas folhas escritas por mim, sobre um novo livro que estava em projeto antes de Lucia, ir pro hospital.
Já com álcool na cabeça, nos envolvemos, nos beijamos, transamos, um passo pro abismo.
Sem forças pra mudar qlqr coisa, virou rotina, tomou posse de mim, deixará se ser um amiga pra virar uma aranha, eu amarrado em sua teia. E Lucia em coma, e eu traindo ela e a mim mesmo.
Lucia não melhorou, em coma ficou, decidimos que continuaríamos visita la e tratar dela como se o amanha fosse diferente, eu tinha esperança sim, de pelo menos gritar com ela, e perguntar - por que você fez isso? -aonde eu faltei? A família não me odiava, era parentes dela dizendo pra eu dar continuidade na minha vida, que ela não melhoria, que uma besteira tinha acarretado grandes problemas e eu não poderia pagar por um erro dela. Eu sabia o meu lugar.
Lívia a tal amiga que se apoderou de mim, começou a tirar as coisas da Lucia da casa, eu morria aos poucos, já não tinha força pra discutir, mandar embora, eu me sentava na varanda todos os dias a noite pra fumar meu narguillé, enquanto ela falava, a pobrezinha estava em uma sintonia vívida, como se fossemos um casal apaixonado, recém casado, eu estava semi morto dentro de mim. Como que um ato feito em um momento efêmero teve força pra mudar toda a minha vida, e pq eu permiti isso, logo eu e a minha força de engajamento. Eu e minha esperança nos er humando.
Sexta feira, depois de uma reunião. Cheguei em casa decidido, caminhei cuidadosamente pelo quarto, pequei algumas coisas fui pro hospital. Despedi me da Lucia, lamentei me todas as brigas, todo o tempo que demorei pra aceita la como amor da minha vida, chorei por alguns minutos. Fui a um antiga faculdade em um bairro próximo, subi até o ultimo andar, tomei um caixa de remédios tarja preta, esperei 40 minutos, meu estomago revirar, minha pressão baixar, meu ar faltar, liguei pra Antonio, me despedi, liguei pro Ricardo, minha mãe, e pulei. Alguns segundos, chão, uma força muito grande arrebatadora me esmagou, consciência, muita dor, alucinante. Morri.
Eram 19:16 minutos. As 19:00 Lucia estava teve outro avc, e morreram alguns minutos antes de mim. Tive a certeza que era isso que eu tinha que fazer, quando liguei pra minha mãe, e ela atendeu dizendo,

- eu vim visita la, acabei de saber, força meu filho.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Me encierran los muros de todas partes.




A última produção dela me assustou um pouco, era uma parede branca com cerejas coladas, e uma calda meio sanguinolenta que escorregava de cada cereja, o nome da obra era o muro das lamentações. Esse tipo de irônia concisa, que poucos percebiam eram uma das coisas que mais me chamava atenção nela.
Ficou durantes três meses organizando idéias pra fazer essa produção, e só funcionava à noite, eu tentava acompanhar a madrugas produtivas, fumava alguns cigarro, fazia companhia no silêncio, carinhos nos ombros, mas ela nem me notava, e isso não me incomodava, o que me incomodava era a inspiração dela, só produzia quando brigávamos, então foram três meses pisando em ovos, na última briga, obviamente por ciúmes, quebrou meu whiskey importado em um livro com dedicatória, e o pior, depois do estresse ainda tirou foto, achou que aquela era a cena ideal que ela precisava, desejo e descontrução.
A instituição sádica do nosso casamento às vezes me cansava, mas sua irreverência e infantilidade de fato era o que me segurava. Tive algumas oportunidades de seguir outros rumos na minha vida, conheci pessoas influentes, conheci lugares, mas era aquele caminho pra qual eu me conduzi, de forma natural às coisas foram acontecendo, não foi determinado, eu poderia a qualquer momento mudar o rumo, oportunidades desnudaram se na minha frente, mas escolhi esse.


E não pensava em qualquer tipo de remorso por isso, poderia estar casado com outros mulheres, belas ou médias, ricas, diplomadas, amigas que seduziram em encontros extremamente românticos, como um a mais ou menos cinco anos atrás em plena França, em outra ocasião conto essa.
Eu sempre fui um ser mais centrado na racionalidade do que na emoção, tanto que esse shows extrapolantes que a ela dá, são coisa que observo como se estivesse vendo um espetáculo, não me afeta a ação, é artístico, e real, eu não ignoro, mas sobre mim não tem poder algum.
Semana passada, cheguei em casa depois de visitar um amigo de longa data, quase amanhecia, procurei ela pela casa inteira, esse tipo de coisa era normal acontecer, eu sempre sai com meus amigos e ela com os dela, e isso não nos dava problema, é bom explicitar isso para que o leitor não ache que foi esse motivo. Motivo de que?


Então, entrei no quarto, pra tomar um banho, ela não estava dormindo, procurei ela pela casa, fui no quartinho de produção dela, que ela não gostava que se referíssemos como ateliê, e nada, achei estranho, voltei pra tomar banho, voltei a procura pós banho, sala, cozinha; terraço, subi, Jade a nossa gatinha persa miava, um corpo desmaiado esvaído em sangue...vivo ou morto? Corri, toquei nela...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Hello, stranger.


Oscila

De lá pra cá, de cá pra lá....

Corre.

As vezes acorda tomada pela felicidade de existir, rindo pra todo mundo, cumprimentando pessoas, dando sorrisos a cobradores de ônibus, atendentes de cantina, sorrisos, abraços, a vida é tão tranqüila. Tão simples.

As vezes tudo se fecha, não se sente vontade de sorrir, não sente vontade de andar, de olhar, você só quer resolver o que te incomoda, só aquilo que importa, joga se todo o resto fora, você foca. Você é intenso. E não entende por que os outros não são também.

Intenso, rígido, vivo, ferve.
Joga tudo fora fácil, se levanta e vai se embora.
Não sou nada, não ocupo lugar algum, não sou diferente, mais um produto na prateleira ao lado de duzentos, esse sentimento que te toma.
Me consome.
Até que ponto se caminha em direção a nada?
Me consome. Te consumo.

Acaba.

Passa.

Recicla.


.
Volta -


Sinto me como se não fizesse parte dessa história.
Talvez não faça mesmo.
A vida é simples, as relações são simples, basta se adequar, se renunciar, o resto é tudo amor.

A gente sabe que é amor.
É companheiro, tranquilo...pra vida toda.

Can you heard me?

Can you read my mind?

Can you see me?



"prefiro não filosofar quando o assunto é meu namoro,
é a única coisa q eu gosto,
e ainda vou levar no meio das metáforas, das letras de música, teorias e tudo mais...’’

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Conversa fiada.


(Renoir)

Era uma conversa informal, dessas depois do trabalho:

- cansei, nem todo mundo tem o que dizer, nem todo mundo que é novo me acrescenta, tem tanta gente nesse mundo, tanta gente pra se conhecer, pra se somar, dividir sei lá, mas o ser humano é meio repetitivo sabe, perco as esperanças as vezes...
-sei lá, no começo são só flores, a grande maioria que te aceita, comporta se com simpatia, carisma, e conta histórias, e dividi alegrias, faz convites, segundas intenções ou não, sabe sei lá...mas depois te aprisionam e sua teia, não importa o nível de amizade, o sentimento de aproximação se confunde com posse, esse amigo é o meu, esse grupo é o meu, esse povo é o meu...
-nem sempre...
- é, factualmente, isso só acontece quando não se tem certeza do amigo, mas não se tem certeza de nada nesse mundo, o ser humano é mudança, nada é absoluto e constante...
- você realmente acredita nisso? Como se vive pensando nisso, pensando que se está pisando em ovos, que amanha pode acordar e não ter mais um amigo, e solteiro? Então você vive pra que? Você vive sozinho, sem ninguém, sem se prender a ninguém, sem acreditar em ninguém, sem confiar, pensa no futuro desamparado, em um constante ciclo, novos amigos, novas namoradas, e tudo se reinicia.....e você com 80 anos? Vai ser assim...?
-você é muito trágico também...
-você é desconexo...
-não, não sou, só quero paz e ser humano trás um carga de necessidades que tem que ser supridas, então melhor manter uma distância.
-além de tudo egoísta.
-não é egoísmo é precaução pra não machucar.
-tomar no cú.
-acho bom mesmo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Premeditação.

(Renoir)
O ser humano e a conveniênica.



O ser humano é um bicho conveniente, no sentido de oportunista, pra seu benificio próprio , as vezes até sem ética, sem perceber que sua ação tem concequencias nos outros.

Quando não está no meio dos seus velhos amigos, o ser se mostra, calculista, ligado, é tempo, é olhar, é ação, levanta, anda, você sabe donde vem com que vai, pra onde tem que ir.

Faz sua oportunidade. Parabéns.

Mas lembre se existem mais pessoas no mundo.

E que vasto mundo.

As pessoas te observam, te julgam o tempo todo.Te anotam, te cristalizam.

E podem te atacar também.

E que vasto mundo.