sábado, 14 de agosto de 2010

Put on.

Não considere volta, não comenta.
Segue tuda vida, me desliga.
No cuidado de si, viraste egoísta, no cuidado de si, a nova doença da modernidade. Modernidade essa que é o hoje, mas me ensinaram contemporânea, talvez pós-modernité?
Procuram nos organizar mas vivemos em puro caos, tentativas são bem-vindas, só isso também.
Assistimos horas e horas de aulas, palestras, confissões, testemunhos, mas nosso eu, ainda se comporta egoístamente problemático e sem cura.
Talvez não façam de mim um gênio por que não organizo nem disciplino, só sou, quando quero sou, e vivo sendo, e quando não deixam mesmo assim eu ainda sou, e vou fazendo uma dança das baianas sendo coagido por um poder subjetivo que atua sobre mim, mas mesmo assim, ainda por mim, só, de sozinha, no coletivo rodopiante, eu que particulamente no meu foro íntimo atuo no coletivo e não nego, me dispo e danço.
Não consigo ficar parada, não consigo me acomodar, cristalizadamente querendo mudar...
e amanhã o que será?
Só...de sozinha à dançar.
À la mode, à la mode...

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Clarisse Lispector me entederia...
NÃO! Vc que escreve errado, que não se posiciona, vc que mal sabe falar, que vive nesse lado confortavel da classe média, usa frases soltas de filosófos para causar impacto no orkut, diz que uma renomada mulher ativa, te entederia? Nem vc se entende verme, segue tua vida!
Gostaria de deixar bem claro que não to pregando a intolerância, não saber por não ter tido oportunidade é uma coisa, reclamo das merdas que tem dinheiro, oportunidade mas lhe faltam cerébros funcionais. A juventude sempre esteve perdida, inclusive eu.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

As cartas que eu não mando.


Vou esperar do seu lado a tempestade passar
vou esperar do seu lado, por que eu só posso esperar

Enquanto a noite passa eu rego seu jardim você já vai voltar

Essa canção me ajuda a atravessar o deserto

[No fundo, bem no fundo existe amor em nós]

A dor é só um descuido tem remédio para tudo

Poder ser...mas não parece ser simples assim

Eu estive doente e hoje já passou
Um dia a gente acorda e a febre ja passou
hoje estou de volta a vida.

I'm going to change

Tudo é relativo quando te fazer feliz me faz feliz

Eu quero a chave da porta da frente







ps: Por que eles nunca tiveram, e nem vou ter
nada como eu e você.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

o seu cabelo não nega mulata.

"Ainda que eu falasse as Línguas dos homens e dos Anjos, e näo tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de Profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a Ciência, e ainda que tivesse toda a Fé, de maneira tal que transportasse os montes, e näo tivesse Amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e näo tivesse Amor, nada disso me aproveitaria.
4 O Amor é sofredor, é Benigno; näo é invejoso; näo trata com leviandade, näo se ensoberbece.
5 Näo se porta com indecência, näo busca os seus interesses, näo se irrita, näo suspeita mal;
6 Näo folga com a injustiça, mas folga com a Verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O Amor nunca falha; mas havendo Profecias, seräo aniquiladas; havendo Línguas, cessaräo; havendo Ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier O que é Perfeito, entäo o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas entäo veremos face a face; agora conheço em parte, mas entäo conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor, estes três, mas o maior destes é o AMOR."

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Epopteia.

Inicia se o velho e recomeça o ciclo.


O ano.


O relógio roda, limita nossa vida, nos deixa ansiosos com o inevitavél.

[...]

P
a
i
x
ã
o.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009


Campos verdes(...) simples mastros(...)fíeis...
Andaram correndo, risos insanos, vinhos borghese...
Mas tudo se calou.
Eu voltei, refiz os caminhos, tentei achar os sozinho...
mas só pude ver sombrar, risadas de meninas.
Elfas...merivas, salve salve.
questionei as itaipavas em itatiaia, desgraçadas não souberam me contar.
Tive que usar minha indigna imaginação é só pude confrontar...
Destrui
Demoli
cortei me por cada pensamento in san Ô.
salve salve
feri me
eu e meus
matei você quando queria mesmo era matar elas.
seria você elas?
sempre foi, quando aconteceu a cisão a morte veio a porta.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

''Um processo de demolição.''

''Eu prefiro assim: é andar na corda bamba, saber andar na corda bamba, saber se manter na superfí-cie. Todo problema ético é saber se manter na superfície. Saber estar em devir, saber manter a atmos-fera do encontro – é isso que é andar na corda bamba. A superfície é uma corda bamba. Então Deleuze vai dizer isso naquela série Porcelana e vulcão, na Lógica do sentido; ele vai dizer: é todo o problema ético e também a questão clínica – do esquizofrênico, do psicótico. Porque há um afundamento do esquizofrênico, ele se afunda no corpo e perde a superfície. E o homem moral vai numa altura e proíbe a superfície ou submete a superfície. E o artista ou o homem livre, o pensador, desliza na superfície e leva a superfície ao máximo do que ela pode – não numa extensividade, mas é a superfície sempre intensa. Então esse é o critério ético. E não é à toa que o capítulo se chama Porcelana e vulcão: vulcão que tudo dissolve numa profundidade, como em Artaud, e porcelana onde tudo se cristaliza como o alcoólatra ou então algum tipo de drogado que se fixa tanto que numa hora trinca e não se cola mais, não tem como juntar os pedaços. E aí a fissura faz com que você perca a superfície também e caia numa altura; aí você é salvo, você é resgatado, você é curado, tem levam para a altura, você cola essa fenda mas essa superfície nunca mais. ''


Tudo extraído.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Artista.


A intencionalidade da consciência as vezes me ampara.
Não me angustia, não me desespera. Não é um ciclo.
Te explica, me explica, você se revela em mim.
Humano, muito humano...
Odiando tanto quanto eu odeio, bloqueando, deletando, não aceitando.
Humano.

E tudo é má fé.
Só não sejas convardes, assuma.
Eu assumi cada segundo, cada palavra.
Te dei espaço.
Você usou de palavras, encontros forjados, mas eu te vejo, sinto seu cheiro, cheiro suave, veneno, suas estratégias imbecis, frases, até suas fotos, eu te vejo mas não te noto.
Meu bem, o que é meu...é meu. Tá escrito nas estrelas, vai reclamar com Deus.

sábado, 24 de outubro de 2009

|sing your life|

(Renoir)

estragou(...)

sinto muito.

Não temos o que fazer.

apodreceu, murchou.


Vida é vida, não se recicla.



Eis que tudo se fez novo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os filhas da puta.

Não, por que existe mto filha da puta nesse mundo.
E filha da puta não merece lembrança..
É, filha da puta não merece lembrança.
Acordar para mandar mensagem de madrugada, é coisa de filha da puta, e filha da puta não merece retribuição, nem gratidão.
Mas tu és um bom filha da puta.
Deslocar se?
-Coisa de Filha da puta.
Agüentar coisas chatas de família?
-hum, mais filha da puta impossível, saí dessa, esquece, vai embora.
Desço as escadas, degrau por degrau, em ritmo que quanto mais perto do chão ,mais teatral quero que fique, aumento a velocidade.
Viro.
Me deparo, outro filha da puta, esses do tipo que se preocupam se vc chegou bem ou não em algum lugar. Ando, avanço, mais um.
Um filha da puta no telefone, aqueles que se importam em te lembrar datas importantes para que vc não tenha mais trabalho que o normal, ah!
Quase ia me esquecendo, ainda tem aquele tipo de filha da puta, eita raça desgraçada, qndo chingo esses miseráveis chego a cuspir de ódio com a minha boa intonação, então esses babacas que mapeiam todo o caminho de algum lugar para vc não se perder, ou que fazem questão de te ajudar, ou até que pagam pra você, tudo pra facilitar um pouco mais a sua vida nesse mundo. E aqueles que inventam que precisam te ajudar, fazendo um agenda, organizando seus horários, limpando seu carro, não não esses não...
Sabe aqueles que querem te ajudar a estudar?
Ai ai mundo....
Cadê a porra do Raimundo?!
Cigarro
Cigarro suja, fede...
Bebida
Bebida tira me do estado normal de graça, sou o que eu não sou, faço o que eu não faço, logo sou uma farsa, e isso não pode ser legal, parei.
Caminho, angustia é tanta que quero fugir, covarde, volto a caminhar, planeja, calcular, não..não é um crime, mas apenas um choque de ordem na minha vida. Preciso sim de pessoas dignas de mim. Que me tratem, se preocupem, percebam minha ausência, me respeitem, me aqueçam, me refresquem, me presenteiam, tente me facilitar as burocracias, tentem me arrancar sorrisos sem serem animais ridículos e superficiais, será que eu não faço isso por ninguém?
Se não, é uma pena, quero me tornar filha da puta, quero dar me por completo a alguém, viver pra mim, por mim é muito sem graça, legal é viver pelo outro.
Graça, valor imerecido, não posso cobrar mas quero ter e quero dar.
Ser chamado de filha da puta por doar meus órgãos, ser chamado de filha da puta por doar meu sangue.





















cansei.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

desaguei.



Tempo a gente temQuanto a gente dáCorre o que correrCusta o que custar
Tempo a gente dáQuanto a gente temCusta o que correrCorre o que custar
O tempo que eu perdiSó agora eu seiAprender a darFoi o que ganhei
E ando ainda atrásDesse tempo terPude não correrDele me encontrar
Ahh não se mexeuBeija-flor no ar
O rio fica láA água é que correuChega na maréEle vira mar
Como se morrerFosse desaguarDerramar no céuSe purificar
Ahh deixa pra trásSais e minerais, evaporar



(Rodrigo Amarante)

domingo, 6 de setembro de 2009

aujourd'hui.


Quand tout est perdu
Il ya toujours un moyen
Quand tout est perdu
Il ya toujours une lumière ...

Mais ne me dites pas que ...

Aujourd'hui, la tristesse
Ne passant pas
Aujourd'hui, j'ai eu une fièvre
Tous les après-midi
Et lorsque la nuit
Chaque étoile
Semblent une larme ...

Je voulais être comme les autres
Et rire des malheurs de la vie
Ou faire semblant d'être toujours bien
Voir la légèreté
Des choses avec humour ...

Mais ne me dites pas que ...

C'est seulement aujourd'hui, et il est
Laisse-moi tranquille
Ceci est
Demain est un autre jour
Non? ...

Je ne sais pas pourquoi
Je me sens si
Vient tout à coup un ange
Malheureusement, près de moi ...

Et la fièvre qui est
Et mon sourire terne
Ne me donnez pas l'attention
Mais merci
S'il vous plaît pensez à moi ...

Quand tout est perdu
Il ya toujours une lumière
Quand tout est perdu
Il ya toujours un chemin ...

Quand tout est perdu
Je me sens si seul
Quand tout est perdu
Vous ne voulez pas être
Qui suis-je ...

Mais ne me dites pas que
Ne me donnez pas l'attention
Et merci
S'il vous plaît pensez à moi ...

Ne me dites pas que
Ne me donnez pas l'attention
Et merci
S'il vous plaît pensez à moi ...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Artemis.

(William Bouguereau)


Os sapatos molhados rangiam em certa melodia, caminhava apressado com saco de paezinhos frescos na mão, um certo carinho ao segura los, como quem protegia dos pingos fortes de chuva.

O clima não era um dos piores, estava um pouco frio, mas a chuva, ah a chuva, molhava tudo. Seus cabelos estavam encharcados, seu paletó, e seus sapatos...depois de caminhar meia hora até a padaria, resolvera comprar um guarda chuva para não molhar os pães. Guarda chuva comprado, mais meia hora para voltar pra casa. Era inútil, os pães logo esfriariam mas não deixariam se frescos, a intenção era proporcionar o melhor café da tarde a sua amada.

Era inútil, nada de mais belo faria ela se emocionar, nem flores, nem café, nem anel, nem cartas, nada.

Era inútil, não se casa sozinho.

Não se ama sozinho, não se vive sozinho.

Sozinho se procura...

As noites eram alucinantes, ele se mexia na cama, sentia falta de algo, ela no porão da casa velha, porão sujo, ela já sem cor, pálida, roupas largas, cabelo desgrenhado, emitia sons, eram os pincéis trabalhando, pincéis pra lá,pincéis pra cá, tintas no chão, cores por todo o porão, só isso afastava os ratos, mas de vez enquanto ainda apareciam alguns para servirem de passa tempo para Burton, o gato. E velas, Lisia não gostava mais da luz, clara e osfucantemente eletrica, a luz para ela, era de velas, que só serviam para iluminar, e iluminavam pouco.

A noite era a parte do dia mais produtiva, a qual ela passava pintando e se afastando do Elton.



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Todos os dias, acordava com um belo sorriso no rosto, dava um beijo na testa dele, saia evitando o máximo de barulho, descia as escadas, abri as janelas, a luz entrava, o raiar do dia revitalizava todas as energias. Arrumava o café para ele, e saia para caminhar e aproveitar o sol da manha, antes do trabalho. Ele acordava sempre atrasado, sempre mais preguiçoso, mal se arrumava e já saia para o trabalho. Os encontros todos eram cheios de vida, risos, carinhos, amor, até as discussões frequentes eram motivos não de afastamento, mas de mais aproximação. Seria amor enquanto durasse, e estava durando bastante tempo. Chegavam em casa ambos com novidades, eram presentes ou não, lembranças ou não, mas não caiam na rotina. Invenções um tanto infantil, como jantar no jardim, ou visitar algum muito amigo do passado, que sempre acabava sendo um pouco frustrante terminavam os dois, bebendo algo na sala e rindo.Trabalhavam juntos, construíam juntos, se frustravam juntos, brigavam juntos, gritavam juntos, bebiam juntos, choravam juntos, mas não perdiam a individualidade juntos. Era amor, não havia dúvida.

E ela só o encontrava, quando pintava, e quando Elton não estava perto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Segunda pele.



Não, as coisas não estão sem cor, cada uma possui a sua particularidade.

Não, não vejo só tristezas e perturbações.

Sim, vejo e vou além.

Até demais, que me perco em pensamento que ultrapassam minha capacidade de realidade, as vezes acho que sou ser sobre natural que vejo o que os outros pensam.

Nada além de mim posso saber, é privado a mim mesma, e isso é tão complicado.

Complicado não é sinonimo de impossível, complicado é no mínimo trabalhoso, e trabalhoso contem uma carga de satisfação quando se superado.

Por mais que não se acredite, toda palavra dita vem do coração e atingi um ponto, então cuide se para não afetar e não ser afetado, mas relacione se.

domingo, 2 de agosto de 2009

mesa de bar.






"Amigo, que ironia desta vida


Você chora na avenida


Pro meu povo se alegrar


Eu bato forte em você


E aqui dentro do peito uma dor


Me destrói


Mas você me entende


E diz que pancada de amor não dói


Meu surdo parece absurdo


Mas você me escuta


Bem mais que os amigos lá do bar


Não deixa que a dor


Mais lhe machuque


Pois pelo seu batuqu


eEu dou fim ao meu pranto e começo a cantar


Meu surdo bato forte no seu couro


Só escuto este teu choro


Que os aplausos vêm pra consolar"

quarta-feira, 1 de julho de 2009

|très bizarre|

(Alma Tadema)
Ouço rumores.

Às vezes não quero acreditar nesse animal que é o ser humano, e nem tão pouco me vê como tal. O homem é mal.

As coisas quando não são escritas para a conveniência se tornou desinteressante, mal escrito, mal formulado, sem foco. Você não vê a arte quando ela não tem o seu nome, você não a vê quando ela não está endereçada para você, e ainda me diz que é artista?

Desculpe, não compreendo dessa forma, te acho vazia.

Não lhe dou outro juízo se não um ligado a vacuidade, por que todos os outros podem lhe atribuir características interessantes, mas desculpe novamente, as palavras do mundo não estão no seu dicionário.

A mascara caí.

Amor a arte ou amor ao artista?

A mascara cai.

Não demora muito...

O ser humano pode ter muitas característica mas nada é maior do que o que está em nós.( eu não estou falando de sentimentos).

Creio que palavras não podem ter endereço, nem destinatário, nossas obras de arte não podem ser cartas, são obras, nascidas, formuladas, influenciadas, como crianças...mas não acho certo procriar para apenas povoar o mundo.

Isso não é uma critica, por que só se pode criticar aquilo que se conhece, e eu não conheço mas tenho consciência da sua existência. Conhecer é relacionar se.

Anônimos se não querem mostrar a identidade que ao menos mostre a mensagem de forma compreensível, sem saber quem escreveu e o que quis dizer ficar complicado de se entender.

Concebo mas não imagino.

Mas não paro de questionar, aonde você quer chegar?

Qual a sua intenção?


I'll be watching you.


domingo, 28 de junho de 2009

Nua Nova.


(William Bouguereau )

Momentos certos da vida parece que assistimos em terceira pessoa, o eu vai embora, você é espectador da sua própria vida, você se assiste.


Pouca ou muita luz, quando se sofre, se sofre no extremo.


Você se assiste, a hora se arrasta, você vê todos os movimentos da cena, você lembra de todos os detalhes. As falas, os peculiares sentimentos. A mortalidade se floresce.


As vezes é lindo viver mas é complexo sofrer.


Não se tem um padrão de motivos humanos, não existe um limite, "agora sim, agora o seu sofrimento é válido";" não, não não está sofrendo isso não é nada".


Admiro o bom senso das pessoas quando respeitam o sofrer, sem impor um medidor.




O buraco dentro do peito volta, é um vazio doloroso. Seca a garganta, doí o estômago, o ar entra em escassez, mais um segundo, e você sente algo arranhar sua garganta, e seus olhos humidecem. Você vai chorar.


Descobri que estava errada quando disse que sou uma pessoa que escreve quando está triste, uma poeta das tristezas, estava errada, quando estou triste ou sofrendo , é tão intenso que não se produz, sou uma poeta sim, mas não de momentos extremos. Sou mediana, medíocre.




Minha arte não vale uma bala, mas se quer saber, não tenho intenção que valha.


Não trabalho pra isso, eu só me dispo.




E desnuda eu ando pelos altos.